Começam as obras para reabertura do Restaurante Popular do Capanema

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As primeiras paredes internas já foram erguidas e começam a dar forma ao novo Restaurante Popular do Viaduto do Capanema. Nos próximos 60 dias, operários do consórcio ETM, responsável pelo renascimento do espaço criado por Rafael Greca na primeira gestão como prefeito, farão as obras estruturais e de acabamento do local, que terá praça de alimentação, espaço de recebimento e manipulação das refeições, área de higienização de utensílios, banheiros, vestiários e salas de apoio.

A reabertura do restaurante localizado sob o viaduto do Capanema, próximo à Rodoferroviária, terá R$ 1,3 milhão em investimento e é uma medida compensatória socioambiental de um empreendimento do consórcio na cidade. O diretor da empresa ETM, Leandro Carlos Ribas, prevê que até o começo de dezembro a obra deverá estar concluída para que a Prefeitura possa iniciar a colocação dos equipamentos para servir refeições (que não serão preparadas no local), bem como das mesas e cadeiras da praça de alimentação. “As empresas que integram o consórcio estão honradas em participar deste projeto, que resgata para a cidade um espaço tão importante para a população, em especial, para as pessoas em situação de risco social”, salienta o executivo.

As obras de construção do novo local tiveram início exatamente cinco dias após o prefeito Rafael Greca ter autorizado os trabalhos, em 6 de setembro.  “A região do Capanema vai voltar a ter um restaurante popular. O lugar onde se armava uma triste cracolândia, com um acampamento de abandonados, foi removido, e agora a empresa ETM vai colocar aqui, de novo, o sonho de Margarita e meu, o Restaurante Popular do Capanema”, disse, na época, o prefeito.

O novo restaurante terá capacidade para servir 500 refeições por dia. Para atender às normas da Vigilância Sanitária, os alimentos chegarão ao local prontos para serem servidos. Não haverá cozinha, mas uma área para recebimento das refeições e inspeção pelas nutricionistas da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab), que também será responsável pelo espaço.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi, o padrão da alimentação no local será o mesmo da rede de restaurantes populares de Curitiba, com pratos balanceados e de qualidade – tudo sob a coordenação de nutricionistas. “O Restaurante Popular do Capanema retorna para atender a uma solicitação da população do entorno e, ao mesmo tempo, garantir o direito ao acesso universal à alimentação”, disse Gusi.

Atualmente, a Smab é responsável por quatro unidades da Prefeitura – Matriz, Sítio Cercado, CIC/Fazendinha e Pinheirinho.

Desenho

O espaço foi desenhado para ser eficiente e oferecer conforto à população no momento das refeições, como afirma o arquiteto Mauro Magnabosco, do setor de Projetos Especiais do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e responsável pelo projeto.

A praça de alimentação (com mesas e cadeiras retráteis) e os banheiros terão áreas de circulação independentes do setor onde será manipulada a comida. O fluxo de entrada e saída das pessoas foi pensado de forma a possibilitar que o restaurante funcione dentro de uma lógica na qual seja possível que cidadão tenha acesso aos lavatórios na chegada, siga ao buffet para fazer a escolha do alimento, acesse as mesas e, na saída, deposite o prato para que seja higienizado e devolvido limpo ao próximo cliente.

Pioneirismo

Inaugurado em novembro de 1993, na primeira gestão de Rafael Greca como prefeito, o Restaurante Popular do Viaduto do Capanema conquistou o Brasil pela proposta pioneira de oferecer refeições de qualidade, na época a R$ 1. A construção foi fechada no começo de 2000. De lá para cá, o imóvel estava sendo usado como abrigo por pessoas em situação de risco social e usuários de drogas.

Os quatro restaurantes populares atuais da Prefeitura têm como missão garantir uma alimentação saudável a preços mais baixos. As unidades são frequentadas diariamente por 4,2 mil pessoas, que têm acesso a um cardápio balanceado, a R$ 2, incluindo sobremesa.

Todos os dias o cardápio muda, mas é o mesmo nos quatro restaurantes. Os locais ficam abertos para almoço de segunda à sexta-feira, das 11h às 14h, e são fornecidas 1,8 mil refeições por dia na unidade da Matriz e 800 refeições em cada um dos três outros pontos.

Foto: Pedro Ribas/SMCS