Depressão e ansiedade: desistência do tratamento ainda é alta

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A depressão e a ansiedade são os transtornos psiquiátricos mais comuns entre os brasileiros. A primeira atinge 5,8% da população, enquanto a segunda alcança 9,3%. Os números são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e colocam o Brasil entre os países com maior prevalência das duas doenças. O aparecimento está ligado a fatores genéticos e ambientais – violência, baixa renda e exclusão do mercado de trabalho, por exemplo –, mas é a adesão ao tratamento que tem desafiado médicos e operadoras de saúde.

Segundo a psiquiatra credenciada da Paraná Clínicas, Dra. Ana Paula Aquino Mendes, os efeitos adversos das medicações, a falta de orientação e o alto custo do tratamento ainda afastam muitas pessoas da terapia adequada. “O tratamento deve ser entendido de forma globalizada, levando em consideração a pessoa como um todo, incluindo dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Além disso, é preciso utilizar psicoterapia individual e/ou em grupo, farmacoterapia e mudanças no estilo de vida”, explica.

Pequenas melhoras também estão entre as causas de abandono do tratamento, conforme aponta a gerente médica do Priori, programa de promoção da saúde mantido pela Paraná Clínicas, Dra. Karina Reinert Grassi. “O paciente percebe que está melhor e interrompe a medicação. Dessa forma, o tratamento perde efetividade e ocorrem as recaídas”.

Com o objetivo de fidelizar o paciente ao tratamento, a operadora criou o Programa Em{Frente}, que oferece acompanhamento completo, com psiquiatra, psicólogo, clínico geral e assistente social. “Isso melhora a adesão ao tratamento, diminui o número de internações, melhora a qualidade de vida e a capacidade funcional do paciente”, ressalta a Dra. Ana Paula.

Para aumentar ainda mais a efetividade do programa, o Serviço Social trabalha em parceria com alguns hospitais psiquiátricos da cidade. “Sempre que um paciente beneficiário da Paraná Clínicas recebe alta, somos notificados pelo hospital e entramos em contato com o paciente para que seja acompanhado pela equipe multidisciplinar. Queremos que o paciente se sinta acolhido, prossiga com o tratamento e não tenha mais recaídas”, completa a Dra. Karina.