Novas empresas do Tecnoparque estimam criar 445 empregos em Curitiba

Compartilhe
Tags

As sete empresas que já aderiram ao novo Curitiba Tecnoparque, lançado há oito meses pela Prefeitura, projetam criar 445 empregos diretos na capital e aumentar o faturamento em R$ 165,3 milhões durante a vigência do benefício fiscal. As estimativas foram anunciadas pela presidente da Agência Curitiba, Cris Alessi, na terça-feira (9/4), no Engenho da Inovação. No evento foi feita a entrega dos certificados de ingresso no programa que oferece desconto de 5% para 2% no Imposto Sobre Serviços (ISS) a empresas que investem em tecnologia e inovação.

Passaram a receber o benefício fiscal, nos últimos meses, a Sisteplan, a Univision, a Hi Technologies, a Rentcars, a Olist, a Automtech e a MadeiraMadeira.

Suspenso para novas adesões desde 2013, o Tecnoparque foi relançado em agosto do ano passado pela Prefeitura e, antes de ser paralisado, já beneficiava 83 empresas, que continuam enquadradas. “Agora são 90 empresas, no total, que participam do programa que é um dos pilares do Vale do Pinhão, o movimento da Prefeitura e do ecossistema para incentivar a inovação e os processos de mudança tecnológica, principal força motora para o desenvolvimento econômico sustentável”, salientou Cris.

Entre as atividades incentivadas pelo Tecnoparque, estão telecomunicações, informática, pesquisa e desenvolvimento, design, ensaios e testes de qualidade, instrumentos de precisão e automação industrial, biotecnologia, nanotecnologia, saúde, novos materiais e tecnologias ambientais.

Para participar do programa, as empresas devem apresentar um projeto para análise técnica ao Comitê de Fomento do Município — formado por entidades do setor público e da sociedade civil organizada (como UFPR, PUCPR, UFTPR, Fiep).

A presidente da Agência Curitiba lembrou ainda que a retomada do Tecnoparque é apenas uma das ações desenvolvidas pela Prefeitura, nos últimos dois anos, para melhorar o ambiente de negócios da cidade. “O município, nesta gestão, retomou programas de capacitação que estavam paralisados, como o Bom Negócio; vem apoiando ações do ecossistema de inovação, como o Smart City Expo Curitiba, o maior evento de cidades inteligentes do mundo;  e, no ano passado, concluiu a integração do sistema on-line de emissão de alvarás da Redesim, que foi reduzido de 45 dias para 48 horas”, exemplificou ela.

Como resultado, comemorou Cris, a capital conquistou em 2018 o título de cidade mais inteligente e conectada do país, superando São Paulo, e foi eleita, em 2017, a quarta melhor cidade para investir, de acordo com o ranking geral do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) elaborado pela consultoria Endeavor. “Além disso, houve um aumento de 11% de ISS com empresas de informática e tecnologia”, completou Cris.

Crescimento

Para Robson Privado, vice-presidente de Marketing da startup curitibana MadeiraMadeira, a adesão ao Tecnoparque será fundamental para o crescimento da empresa. “Com o benefício fiscal poderemos investir em novas tecnologias e ampliar o número de funcionários, que deve crescer dos atuais 530 para 700”, estimou o executivo do e-commerce de móveis e materiais de construção.

Sócio-fundador da Automtech Tecnologia, especializada em desenvolvimento de sistemas e automação de testes de software,  José Luiz de Oliveira Ribeiro avalia que sua empresa ficará ainda mais competitiva nacionalmente com a adesão ao programa de Curitiba. “Com o benefício fiscal, poderemos dobrar o número de funcionários até o fim do ano e destinar parte dos recursos em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções”, previu ele. A empresa da capital conta hoje com 25 funcionários.

Conselho de Inovação

Após a entrega dos certificados às sete empresas que aderiram ao novo Curitiba Tecnoparque, também foi instaurado o Conselho Municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia. Formado por 12 membros, o conselho reúne representantes do poder público, de universidades e do setor produtivo. “Temos o grande desafio de formular e propor diretrizes e ações para promoção da ciência, tecnologia e inovação”, destacou a vereadora Fabiane Rosa, que representa a Câmara Municipal de Curitiba no Conselho.

De acordo com o professor Cleverson Renan da Cunha, que é membro pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Conselho deverá definir a política estratégica de inovação da capital a médio e longo prazos. “São lideranças que unidas podem levar Curitiba a um outro patamar de crescimento, com aumento da produtividade, da renda, da geração de empregos e da competitividade internacional”, frisou ele.

Também participaram das cerimônias de entrega dos certificados de adesão ao Tecnoparque  e de instauração do Conselho Municipal de Inovação o vice-presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Luiz Carlos Borges da Silva; a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro; o presidente do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), Alexandre Matschinske; e o vice-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR), Rodrigo Curi Gallego.

Foto: Daniel Castellano / SMCS